Em declaração obtida pelo portal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que é o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No texto, ele diz que a Justiça o persegue e classifica a ação do Judiciário como “o manual clássico de qualquer golpe de Estado”.
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“Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista”, escreveu Flávio.
O senador afirma que houve fraude no segundo turno. Segundo ele, “uma impossibilidade matemática se concretizasse” permitiu que Lula ganhasse mais de 10 milhões de votos entre um turno e outro. Flávio não apresenta os números que embasam a conta.
O texto também trata da prorrogação da votação decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. Ele afirma que “a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”.
“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível”, diz trecho.
Sobre a Justiça, o senador diz que foi alvo de uma “caça às bruxas politicamente motivada”. Ele afirma também que “não existe nenhum mandado de prisão contra mim”.
O senador também fala do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem descreve como “calado, preso e censurado”.
O texto faz um apelo às instituições. Flávio escreve que “essa sandice precisa acabar”. Ele compara o próprio exílio ao de Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, e afirma que vai se dirigir “regularmente” ao povo brasileiro.
Flávio também utiliza da carta para agradecer ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela “coragem e senso de justiça e legalidade” e ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, por o acolher no país.
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