O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou nesta terça-feira (27) ter protocolado uma representação no Conselho de Ética contra o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). A iniciativa foi motivada pela declaração do petista, feita da tribuna da Casa, de que a Polícia Federal (PF) deverá prender mais pessoas ligadas ao bolsonarismo, dois dias após a reeleição de Lula (PT).
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“Tenho informação da Polícia Federal que vai prender muito bolsonarista”, afirmou Tatto durante pronunciamento no plenário. O deputado também declarou que outras pessoas investigadas poderão ser presas e defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte ao regime fechado.
Ao anunciar a representação, Cabo Gilberto questionou o uso de informações atribuídas à PF por um parlamentar para antecipar possíveis medidas contra adversários políticos. Segundo o líder da oposição, a conduta pode configurar abuso de prerrogativa parlamentar e quebra de decoro.
“Em nome de toda a oposição: deputado não manda prender ninguém. Quem ameaça da tribuna vai responder na Câmara”, declarou Cabo Gilberto em publicação nas redes sociais.
Líder da oposição cita precedentes
Para justificar a iniciativa, Cabo Gilberto comparou o caso a episódios anteriores envolvendo o Conselho de Ética. Ele citou a representação apresentada em 2023 por PT, PSOL, PDT e PSB contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em razão de um discurso na tribuna da Câmara.
O parlamentar também mencionou a atuação do PT em 2021, quando, segundo ele, integrantes do partido votaram pela manutenção da prisão de um deputado detido após ameaças feitas em vídeo. Para Cabo Gilberto, os episódios demonstrariam critérios diferentes na cobrança de responsabilidade por manifestações de parlamentares.
“A régua é deles. Agora vale para eles”, escreveu o líder da oposição.
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