O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu a compra das dívidas de famílias e empresas pela Caixa Econômica Federal no debate da TV Globo desta sexta-feira (23). Pela proposta, pessoas físicas ficariam seis meses sem pagar parcelas. Empresas teriam um ano de suspensão.
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“Eu vou comprar a sua dívida dos bancos e vou refinanciar pelo Banco da Prosperidade, que é a Caixa Econômica Federal”, afirmou. Segundo o senador, a queda da taxa de juros em um eventual governo dele também reduziria o valor das prestações.
Flávio abriu o bloco com críticas aos gastos do governo. Ele afirmou que a dívida pública chega a R$ 11 trilhões e que a taxa básica de juros está em torno de 14%. “Lula, por que você está deixando as famílias brasileiras tão endividadas?”, questionou.
Lula devolveu a cobrança com uma pergunta sobre a autonomia do Banco Central, aprovada no governo Jair Bolsonaro. Flávio defendeu a medida. Segundo ele, a lei impede que presidentes reduzam os juros por decisão política. “Você ia transformar o Brasil no que a Cristina Kirchner e o Alberto Fernandes transformaram lá na Argentina”, disse.
O senador afirmou que a projeção de juros para hoje, em caso de reeleição de Bolsonaro em 2022, era de cerca de 7%. Pelas contas dele, a diferença de sete pontos percentuais custa quase R$ 1 trilhão por ano aos cofres públicos.
Flávio disse ainda que os juros futuros caíram 2% após o primeiro turno, com ele na liderança. Segundo o candidato, a queda abre espaço de mais de R$ 200 bilhões no Orçamento. “Sabe o que eu vou fazer com esses recursos? Eu vou pagar uma parte da dívida para que a taxa de juros oficial comece a cair”, afirmou.
