O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 50% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta sexta-feira (16). A diferença de cinco pontos percentuais no cenário estimulado é considerada estatisticamente significativa pelo instituto.
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Outros 3% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram, enquanto 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos. No cenário estimulado, os nomes dos concorrentes são apresentados aos eleitores durante a entrevista.
Apesar da vantagem, a distância entre os dois diminuiu em relação à rodada anterior, divulgada em 12 de outubro. Na ocasião, Flávio registrava 53% das intenções de voto, e Lula, 44%. O senador recuou três pontos percentuais, enquanto o presidente avançou um ponto, reduzindo a diferença de nove para cinco pontos.
Quando são considerados apenas os votos válidos, com a exclusão de brancos, nulos e indecisos, Flávio alcança 52%, contra 48% de Lula. Nesse cálculo, a vantagem do candidato do PL é de quatro pontos percentuais.
Flávio tem vantagem entre homens; Lula lidera entre mulheres
Os recortes por sexo mostram diferenças no perfil de apoio aos candidatos. Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 58% das intenções de voto, contra 38% de Lula, uma distância de 20 pontos percentuais.
Entre as mulheres, o cenário se inverte. O presidente aparece com 52%, enquanto o senador soma 42%, vantagem de dez pontos para o petista.
Na divisão por idade, Flávio tem seu melhor resultado entre os eleitores de 35 a 44 anos, faixa em que alcança 56%, contra 41% de Lula. Já entre os entrevistados com 60 anos ou mais, o presidente aparece numericamente à frente, com 51%, enquanto o candidato do PL registra 47%.
Renda divide preferência dos eleitores
A diferença também aparece nos resultados por faixa de renda familiar. Entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, Lula tem 66% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
Na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, o resultado é favorável ao senador. Flávio registra 61%, enquanto o presidente soma 34%.
Os números mostram uma divisão expressiva entre os dois candidatos nesses segmentos. Os percentuais, porém, representam recortes específicos da amostra e devem ser interpretados considerando a margem de erro própria de cada grupo.
Flávio lidera em quatro regiões; Lula vence no Nordeste
Na distribuição regional dos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece à frente em quatro das cinco regiões brasileiras. O senador registra 67% no Sul, 66% no Centro-Oeste, 61% no Norte e 55% no Sudeste.
Lula tem sua maior vantagem no Nordeste, onde soma 65% dos votos válidos, contra 35% de Flávio. Segundo o instituto, as diferenças observadas nas cinco regiões são estatisticamente significativas.
O resultado regional indica que o desempenho dos candidatos varia conforme a área do país. Enquanto Flávio tem vantagem nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste, o presidente concentra sua liderança no Nordeste.
Maioria diz que voto está definido
O levantamento também investigou se os eleitores que declararam preferência por um dos candidatos ainda poderiam mudar de escolha até a votação.
Entre esse grupo, 97% afirmaram que a decisão está totalmente definida. Outros 2% disseram que ainda podem trocar de candidato, enquanto 1% não soube responder.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 98% afirmaram que já decidiram o voto. No grupo que declarou intenção de votar em Lula, o percentual é de 97%.
Os dados indicam elevado grau de definição entre os eleitores que já escolheram um dos dois candidatos, embora uma parcela ainda admita a possibilidade de mudança.
Metodologia
A pesquisa Gerp Mercadologia ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05187/2026.
