O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, acaba de afirmar que não há “nenhum indicativo” de interferência estrangeira nas eleições deste ano. O ministro fez um balanço parcial do primeiro turno durante entrevista coletiva na sede da Corte.
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Segundo o magistrado, relatórios das equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais não registraram ameaças relacionadas ao pleito. Ele também disse não ter recebido informações da PF (Polícia Federal), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ou de outros órgãos que atuam em parceria com o TSE sobre riscos dessa natureza.
“Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco internacional ou do crime organizado, como fizeram circular com algumas ameaças e possibilidades de atentados. Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento, e é fato que, até o momento, não ocorreu nada”, afirmou em entrevista a jornalistas.
A declaração ocorre após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informar que a corporação abriu uma investigação para apurar uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Marques também afirmou que os mecanismos de acompanhamento do tribunal não identificaram riscos relacionados ao crime organizado ou à possibilidade de atentados que pudessem comprometer a votação.
Sobre as filas registradas em algumas seções eleitorais, o presidente do TSE afirmou que situações semelhantes já ocorreram em outros pleitos, inclusive no Rio de Janeiro. Segundo ele, as chuvas severas no Paraná também fizeram parte dos eleitores procurarem os locais de votação mais tarde: “Em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente, todas as urnas. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir todo o processo de votação e transmissão [dos resultados]”.
O ministro afirmou ainda que as intercorrências envolvendo urnas eletrônicas não comprometeram os votos. Ao todo, 1101 urnas foram substituídas em todo o país. “Não há votação manual no país neste momento”, afirmou.
Nunes Marques também foi questionado sobre a suspensão dos serviços das embaixadas dos EUA e da Austrália por questões de segurança. Segundo ele, as representações justificaram a medida pela polarização do período eleitoral.
O presidente do TSE afirmou que precauções desse tipo são comuns em períodos de maior acirramento e divisão política. Como exemplo, citou a Colômbia, onde os Estados Unidos adotaram medida semelhante antes da votação.
