O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (22) que os EUA usarão “poderio militar incomparável” na América Latina para combater cartéis de drogas e proteger os interesses americanos. Ele também citou as ações na Venezuela como demonstração de que Washington não permitirá ameaças no hemisfério ocidental.
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Trump foi o 2º líder a discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, depois do presidente Lula. “Nossas ações na Venezuela são prova de que os Estados Unidos não vão mais permitir que ameaças à América ganhem posição de destaque no hemisfério ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, afirmou o republicano.
Trump também mencionou a classificação dos cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e o emprego das Forças Armadas americanas contra esses grupos.
“Depois de chegar ao cargo, eu designei os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e desencadeei uma operação com as Forças Armadas Americanas para eliminá-los. Os cartéis são o Estado Islâmico do hemisfério ocidental”, completou.
Em outro trecho do discurso, o presidente americano voltou a criticar a ditadura comunista de Cuba: “Estamos pensando também numa mudança radical em Cuba, onde o regime comunista está sob a maior pressão que jamais esteve. É um regime absolutamente falido, um Estado falido. E vai cair”.
Trump afirmou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, conduz negociações com o governo cubano e defendeu que os EUA não permitam a atuação de grupos terroristas próximos ao território americano. “Nós não vamos deixar que haja um porto seguro para o terror na nossa porta”, disse.
