O ALive desta sexta-feira (14) recebeu o candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro e ex-membro do MBL Gabriel Costenaro. Durante o programa, ele afirmou que o partido Missão, ligado ao MBL, poderia ter fraudado a filiação de Flávio Bolsonaro (PL) à legenda. “Eu não duvidaria porque eu vi muita coisa lá dentro”, afirmou.
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Segundo Costenaro, o Missão é uma “nova forma” de o MBL se apresentar ao público “para tentar ocultar para as pessoas a marca antiga deles e tentar ganhar novas pessoas”.
Costenaro também afirmou que há, nos bastidores, um “acordo” entre a “galera do Kim Kataguiri (Missão)”, deputado federal ligado ao MBL, e o PT para que Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, “bata o máximo” em Flávio para queimá-lo “publicamente” e, assim, aumentar a visibilidade de Renan.
Ex-MBL expõe plano de Kim Kataguiri: “A galera do Kim fez um acordo com o PT para que o Renan bata o máximo no Flávio e tente queimá-lo publicamente” pic.twitter.com/4pVhEAPcQ7
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) August 14, 2026
O ex-integrante do MBL apontou ainda o que considera incoerências na atuação do MBL e do Missão. Segundo ele, o partido se apresenta como uma legenda de combate às facções criminosas, mas “têm colúio com pessoas que publicamente eles falavam que eram braços do PCC“.
Costenaro citou as críticas feitas anteriormente pelo grupo ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e ao então presidente da Câmara Municipal, Milton Leite: “Eles falavam abertamente que o Ricardo Nunes era corrupto e um braço do PCC. Eles sempre falavam que o presidente da Câmara Municipal naquela época, o Milton Leite, era um braço do PCC. E hoje eles têm uma subprefeitura e eles pararam de bater no Ricardo Nunes. O Milton Leite, eles [do Missão/MBL] sempre tiveram cargos dentro do gabinete do filho do Milton Leite, do União Brasil”.
“Eles vendem pra população, em público, um tipo de discurso que internamente não é verdade”, criticou Costenaro, que rompeu com o MBL em julho do ano passado. “Esse discurso que eles botam pra fora pros militantes, que eles vão guerrear com todo mundo, só que internamente eles não fazem isso”.
ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA DE COSTENARO:
