O Conselho de Ética da Câmara aprovou, hoje (9), a suspensão por 60 dias do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS), por ter feito declarações consideradas ofensivas contra o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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O parecer favorável à punição foi elaborado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-PA) e recebeu 9 votos favoráveis e 4 contrários. No relatório, o parlamentar argumentou que a imunidade parlamentar não alcança “atos em dissonância com a dignidade do parlamento”.
Apesar da aprovação no Conselho de Ética, a suspensão não será aplicada de forma imediata. A defesa ainda poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para questionar possíveis falhas processuais. Após essa etapa, o caso ainda precisará ser analisado pelo plenário da Câmara dos Deputados.
A representação tem origem em declarações feitas por Pollon em agosto de 2025, durante um ato realizado em Campo Grande (MS) em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Na ocasião, ao comentar propostas em tramitação na Câmara relacionadas ao tema, o deputado utilizou palavras de baixo calão para se referir a parlamentares e criticou integrantes de sua própria bancada, afirmando que não tinham coragem “de peitar o bosta do Hugo Motta”.
O episódio foi gravado e ganhou ampla circulação nas redes sociais.
Em sua defesa, Pollon negou ter cometido quebra de decoro parlamentar. O deputado argumentou que não existem provas inequívocas de que tenha pretendido desrespeitar a autoridade de Hugo Motta ou descumprir deveres inerentes ao mandato.