O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Brasil continuará exportando carne para a União Europeia e que o governo trabalha para se adequar às novas exigências sanitárias e de rastreabilidade impostas pelo bloco.
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A declaração ocorre após a divulgação de regras mais rígidas por parte dos europeus, que ampliam os critérios de controle sobre a cadeia da carne bovina e podem impactar o modelo atual de produção e certificação adotado pelo país.
Segundo o ministro, o governo brasileiro foi surpreendido pela forma como as novas diretrizes foram apresentadas, já que o tema vinha sendo tratado em nível técnico entre representantes das duas partes.
“Fomos surpreendidos. Era uma discussão que estava em andamento tecnicamente”, afirmou.
Entre as exigências em análise pela União Europeia estão medidas mais rigorosas de rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário mais detalhado, segregação da produção e regras mais restritivas sobre o uso de antibióticos na cadeia produtiva.
Apesar das preocupações do setor, André de Paula afirmou que o Brasil mantém condições de atender às demandas e reforçou a confiança no sistema sanitário nacional. Ele destacou ainda o histórico de exportações para o bloco europeu e a relevância do país no mercado global de proteína animal.
O ministro também informou que já foram iniciadas reuniões entre representantes do governo brasileiro e autoridades diplomáticas na Europa para tratar dos primeiros entendimentos e buscar ajustes às novas regras. Segundo ele, as negociações devem avançar nos próximos dias.
A União Europeia é um dos principais destinos da carne brasileira, embora fique atrás da China em volume de importações. O governo avalia que o diálogo será fundamental para evitar prejuízos comerciais e garantir a continuidade das exportações.